Como funciona a Tocha Olímpica? E como isto pode cair no Enem?

maio 24, 2016

Este ano, o Brasil sediará um dos eventos mais importantes do mundo: Os Jogos Olímpicos. Seguindo a tradição, recebemos recentemente a chama olímpica, símbolo principal dos jogos, que irá percorrer mais de 300 cidades brasileiras até chegar ao Rio de Janeiro, cede do evento. A chama, em seu contexto histórico, representa a pureza da eterna juventude olímpica e marca e recorda a cerimônia de início dos jogos na Antiguidade. Mas você sabe como ela funciona ? Do que é feita? De que forma ela consegue ficar acesa por tanto tempo?

Confira o vídeo explicativo do Manual do Mundo:

Desde os primeiros jogos da Antiguidade, a Chama Olímpica era acesa e carregada por atletas. A pira sagrada queimava no altar de Zeus durante todo o período das competições. Ela foi reintroduzida em 1928, nas Olimpíadas de Amsterdã. Nos Jogos de Berlim de 1936, pela primeira vez a chama foi acesa na Grécia e transportada para a nova sede das Olimpíadas, em uma tocha, por atletas que se revezaram durante o trajeto.
 
A idéia foi adotada e vem sendo mantida em todos os Jogos desde de 1952. A tocha é então acesa em Olímpia, no local onde eram realizados os Jogos da Grécia. 
Na Grécia Antiga, as tochas serviam para conduzir a chama do fogo sagrado de um altar para outro. O fogo era tido como um elemento purificador. Na Era Moderna, a tocha é transportada por atletas e cidadãos comuns de diferentes países até o local da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Permanece acesa em uma pira, no Estádio Olímpico, durante toda competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento. A tocha olímpica ganha um novo desenho e forma a cada edição dos Jogos Olímpicos.
Como funciona?
 
A tocha nasce a partir da chama olímpica, que fica acesa de forma permanente em Olímpia, na Grécia. Ela funciona como uma espécie de isqueiro aprimorado. Sua estrutura é feita com combustível líquido e funciona através de um sistema que o transforma em gás para que ocorra a combustão e a chama fique acesa. Ela é acesa por raios do sol refletidos em um espelho encurvado, em uma cerimônia, por mulheres em trajes que lembram os usados nos tempos antigos (foto). A tocha é então entregue ao primeiro atleta.
 
Do que é feita?
 
O combustível usado para acendê-la é composto de dois gases: butano e propileno. Esses gases são os responsáveis pelo tom alaranjado da chama. Existe um cartucho dentro da tocha com os combustíveis em estado líquido e sob pressão, além disso, um tubo que o conecta com a superfície onde o fogo irá se acender. Quando a válvula é aberta, ocorre uma diminuição da pressão, e os compostos sobem em forma de gás tornando-se combustíveis para alimentar a chama e fazer com que a tocha se acenda.
 
A tocha não se apaga?
 
Muitos não sabem, mas a tocha possui combustível suficiente para ficar acesa por somente 18 minutos. A chama olímpica, na verdade, é preservada em um tipo de lampião que possui quase as mesmas propriedades da tocha, só que com combustível suficiente para queimar por 15 horas e um cartucho reserva que se ativa quando a chama está para se apagar.
Quando acesa no Santuário de Olímpia, na Grécia, a chama é passada para este lampião que irá viajar o mundo e percorrer diversas cidades para ficar reacendendo as tochas. No total, 4 lampiões são usados neste processo de revezamento do fogo olímpico e, somente para as olimpíadas Rio 2016, foram fabricadas mais de 12 mil tochas.
Uma curiosidade importante!
 
A tradição que compõe todo este processo é tomada pela ideia de que o fogo, aceso no Santuário da Grécia no início deste revezamento, seria o mesmo fogo que chegará ao Estádio Olímpico do Rio de Janeiro e acenderá a pira dando início aos Jogos Olímpicos 2016. Na prática, isto pode ser verdade, levando em consideração que a chama fica acesa até o final dos jogos. Porém, em teoria, isto está errado.
 
Quimicamente falando, todo este processo não faz sentido, já que o caracteriza o fogo é a combustão, e a combustão só ocorre devido ao combustível, que a todo tempo é substituído. Ou seja, o fogo, em teoria, não é o mesmo do início ao fim.
 
No entanto, o que realmente importa é o simbolismo por traz de toda a história dos Jogos Olímpicos, que trazem uma remontagem da Grécia Antiga e o desejo do homem de superar seus próprios limites.
Como isto pode cair no Enem?
Confira as questões da prova de Conhecimentos Gerais do Vestibular FFB 2016.1 que abordaram esse assunto.
Fontes: Manual do Mundo e R7
Inscrições do Enem 2016: Veja as principais mudanças do Enem desde 1998Aedes Aegypti : Saiba mais Sobre o Vetor do Zika e como pode cair nas provas

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